Grupo E: o mais almejado pelo Brasileiro

A segunda chave é a mais esperada no país: Brasil x Suíça, um jogo que será sem dúvidas muito disputado, com lances bonitos e, no palpite Jogadelas, com no mínimo 3 gols.

Um grupo diversificado que pode gerar bons jogos: dois times europeus, sendo um deles a Suíça, norte-europeia, traz consigo a famosa representatividade Viking, treinada pelo ex bósnio, agora naturalizado suíço, Vladimir Petkovic e primeira rival do Brasil na Copa;  do outro lado do continente, vinda da Região Balcânica, a Sérvia, que tem como técnico o ex-jogador Mladen Krstajic que, em 2006 esteve presente em campo pela seleção sérvia-montenegro, eliminada na 1ª fase do campeonato.

A América Central marca sua presença no grupo com a equipe costarriquenha, do goleiro madridista Keylor Navas (joga a luva, Navas!) que compõe um forte e histórico elenco na atuação geral do país nas competições. E, por fim mas não menos importante, muito pelo contrário, a seleção brasileira, nossa querida amarelinha novamente presente no mais importante evento futebolístico do mundo, Pentacampeã e, depois do 7×1 em 2014, vem insaciável para os jogos. Dona de uma sequência extraordinária de vitórias em amistosos, conhecida por Era Tite, seu treinador, a equipe conta com jogadores do mais alto nível e é uma das favoritas ao título.

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O primeiro jogo da chave, Costa Rica x Sérvia, ocorrerá domingo, às 9:00 da manhã (horário de Brasília), e promete ser um jogo razoavelmente compacto.

Costa Rica apresenta uma série de bons jogos pela classificação, na CONCACAF, com 5 vitórias em 6 jogos. O time é composto por jogadores competentes que atuam em times espalhados pelo mundo todo, com destaque para o goleiro, que defende o Real Madrid. Treinada pelo ex-meia costarriquenho Óscar Ramírez, podemos esperar boas defesas assim como é válido apostar no contra-ataque.

Do outro lado do campo, apartada da Iugoslávia em 2006 e, sucessivamente, de Montenegro , a equipe da Sérvia traz consigo uma história fresca quando relacionada ao futebol e densa politicamente. Sob o comando de Mladen Krstajic, o time não possui uma sequência de jogos tão sólida quanto seu adversário, mas é dono de um fator surpresa imprescindível, como na Copa de 2010, onde surpreendentemente ganhou da Alemanha por 1×0 na 1ª fase (na qual foi eliminada).

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Dentre os três adversários do grupo, o Brasil vai enfrentar a mais pedreira: Suíça. Seleção antigamente retranqueira, que marcava (muito) bem seu oponente, sofreu transformações nos amistosos pré-copa, passou a ser mais ofensiva e a promover goleadas. Com uma sequência de 10 vitórias em 12 jogos, sendo o saldo de gols equivalente a 17 gols pró, antes do campeonato atual, a seleção apresentará um grande desafio para quem vestir a amarelinha dentro de campo no próximo dia 17, às 15:00.

Mas não temam, os brazucas afirmam estarem preparados. Com a reputação de maior vencedor do torneio, levando a taça para casa cinco vezes, mais do que qualquer outra nação, além de ser o único país do mundo a estar presente em todas as edições da Copa, o Brasil segue tão forte quanto sua tradição. A Era Tite pôs fim ao jogos medianos da seleção pós Dunga e pré Felipão. Vencedor da Libertadores da América e do Mundial de Clubes, o “professor”, carinhosamente apelidado pelos jogadores, promove uma excepcional sequência de partidas, com quase 90% de aproveitamento. Contando com um elenco formado por atletas dos mais consagrados times do mundo, temos um dos melhores ataques equilibrado com uma das melhores defesas do globo.

O histórico de jogos entre os dois times desde 1950, sendo apenas um deles oficial pela Copa do Mundo de 50, sediada pelo Brasil, é marcado por 3 vitórias brasileiras, 2 suíças e 3 empates. Considerando o todo, são partidas acirradas que não favorecem nenhum lado. Talvez, o que diferencia o nível de futebol de ambos, atualmente, são seus jogadores: qual lado leva a melhor?

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Em relação a escalação da equipe europeia, o técnico Vladimir Petkovic apostou em jogadores com boas médias em seus respectivos times, possuindo alguns pontos importantes a serem ressaltados. O primeiro são os jogadores destaque, como o goleiro, Roman Burki, o zagueiro  Manuel Obafemi e o meio-campista Denis Zakaria, todos defensores do Borussia M’Globach, time de renome e títulos na Alemanha. Além desses, o zagueiro Stephan Lichtsteiner, Arsenal, apresentou uma campanha além de satisfatória pela Juventus na temporada 2011-18.

Outro ponto importante é o número considerável de atletas naturalizados suíços que, originalmente, vieram de Camarões. Tal condição reflete positivamente para a equipe europeia, uma vez que o padrão de altura dos mesmos gira em torno de 1.80m e, alienado a suas habilidade e força, apresentarão uma defesa solidificada e um meio de campo especializado em desarmes.

Do outro lado da moeda, o Brasil. Com o que vamos encarar o paredão suíço?

Tite apostou tanto em jogadores de notoriedade internacional quanto nacional. Em quesito nacional, na ala defensiva, temos Cássio, íntimo de Tite pela sua trajetória juntos pelo Corinthians, onde foram campeões da Libertadores da América e, em seguida, campeões do Mundial de Clubes, o qual foram consagrados em uma vitória de 1×0 em cima do Chelsea. O segundo destaque brazuca é, claro, Pedro Geromel, o melhor zagueiro em atividade no país e o queridinho dos Cartoleiros. Geromel atua pelo grêmio e invoca um verdadeiro paredão equilibradamente durante os jogos do ano.

Para questão de ênfase internacional a seleção possui muitos grandes nomes, daremos maior relevância para três deles. Para defender o time durante a Copa, contaremos com Marcelo, madridista que joga com excelência pela lateral-esquerda. Conhecido por dominar a bola com categoria, desarmes constantes e investidas ofensivas contra os adversários, o defensor é peça crucial e é titular confiante de Tite. O segundo destaque é o ex camisa 10 do Liverpool, razão de brigas financeiras entre times europeus procurando sua contratação, Philippe Coutinho, o meio-campista e ponta-lateral esquerda (que também se vira muito bem pela direita atualmente) é uma grande aposta do treinador. Grande armador e responsável por um número bom de acertos de passes, Coutinho é indispensável na equipe titular.

Quem mais poderia ser o próximo destaque, hein? NEYMITO! O camisa 10 do Brasil vem fazendo história. Desde a época que jogava pelo Santos, onde foi descoberto, Neymar mantém alto nível tático e precisão nas horas de finalizar. Atualmente joga pelo francês Paris Saint Germain, ao lado de Cavani, mas possui notoriedade no Barcelona, onde integrava o trio MSN (Messi, Suarez e Neymar) equipe de ataque fortíssima e de grande repercussão mundial. O menino da vila segue garantindo títulos atrás de títulos e, apesar da sua recente lesão, está de volta e é titular eleito e indubitável. Na Copa de 2014 foi um desfalque incomparável, esse ano, porém, sente a força de vontade de toda uma nação para conquistar a Taça.

Por fim, pode-se ressaltar que, pelo Grupo E, podemos esperar grandes emoções.

E aí, o canarinho pistola passa ou não passa?

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