Jogadora Adriana durante a comemoração em cima do Rio Preto no jogo de ida do Brasileirão 2018 (Foto: Bruno Teixeira/Corinthians)

Lute como uma campeã

Texto: Alexia Faria
Entrevista: Júlia Cunha

Você já parou para pensar em como as jogadoras lidam com a preparação para um jogo importante no futebol feminino? Como as meninas se sentem antes de uma decisão? Como elas lidam com a tensão pré-menstrual (TPM) ou com a cólica?

O clima do vestiário feminino tem uma questão bem diferente do masculino. E para saber um pouco mais sobre esse assunto, o Jogadelas aproveitou as sequencias de finais presentes no planejamento corintiano, e conversou com a atacante Adriana.

As meninas do Parque São Jorge chegaram até a final do Campeonato Paulista, perdendo para o Santos, e foram campeãs do Campeonato Brasileiro em cima do Rio Preto, na última sexta-feira (26), na Fazendinha.

Mas antes disso, o nosso papo sobre o clima de vestiário tirou todas as nossas dúvidas. Confira!

Jogadelas: Como é o clima no vestiário antes e depois da partida, como é a preparação?

Adriana:Aqui no Corinthians a comissão tenta fazer o mais profissional possível, acho que a gente tem tudo que um time precisa, chegamos e já tem tudo lá, roupa, tudo certinho. Nos trocamos, fazemos a parte de soltura, alguns aquecimentos dentro do vestiário, e logo depois vamos aquecer no campo”.

Jogadelas: E o clima entre outras atletas?

Adriana: “Cada dia de jogo a gente faz uma playlist lá no spotify e coloca na caixinha, as meninas brincam bastante, principalmente com o nosso roupeiro, o Serginho, e todo jogo tem uma brincadeira diferente entre a gente. É bem descontraído”.

Jogadelas: Você já chegou a jogar com problemas relativos a ciclo menstrual? Como isso é tratado entre as atletas do time e pela própria preparação?

Adriana: “Acho que a maioria de nós atletas, tem esse probleminha no ciclo menstrual. É sempre um problema, mas a doutora está com a gente, e ela procura ver quem estará nesse período antes dos jogos, para já passar a medicação. Acho que isso é um problema, mas não influencia muito para a gente, pois já estamos acostumadas com isso meio que diariamente”.

Antes de falarmos sobre as competições, a jovem jogadora também falou que hoje em dia ela é focada 100% no futebol, e ainda comentou sobre sua maior motivação. “Para mim, principalmente, é ajudar a minha família, que passa bastante dificuldade. Eles são lá do Piauí, e eu tento fazer o máximo aqui para ajudar. Agora eu tenho uma oportunidade única aqui nessa final, para mim vai ser um título inédito, nunca ganhei o brasileiro, só fui vice em 2016”.

Jogadelas Comemoração do Corinthians em cima do Rio Preto pelo placar agregado de 5 a 0 (Foto: Bruno Teixeira/Corinthians)

A atacante de 21 anos foi uma das principais personagens do título brasileiro, relembra a final contra o time da Baixada Santista. “A gente comenta perdemos o jogo lá na Vila (Belmiro) mesmo, por conta daquele gol que tomamos. Tivemos algumas oportunidades, mas não conseguimos marcar. Aqui (na Fazendinha) começamos super bem o jogo, conseguimos fazer um gol logo no início da partida, mas acho que faltou sorte para a gente também nesse último jogo contra o Santos na final, elas acharam dois gols que acabou matando a gente. O último gol lá no finalzinho que foi o de empate, tentamos uma reação só que o tempo não ajudou muito”.

Como no futebol um dia o time ganha, outro perde, a atacante também comenta sobre a campanha corintiana no Campeonato Brasileiro. “Esse jogo agora de sexta, estamos vindo num crescente muito bom. Desde o jogo contra o Flamengo que conseguimos aquela classificação heroica com os dois gols no finalzinho. Demos o primeiro passo lá em Rio Preto, uma vitória fora de casa num jogo muito difícil lá”.

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