Patrick Smith/Getty Images

Por Gabriela Nolasco

(Colaboração de Bruno Saldanha)

No Brasil, país do futebol masculino, se comemora no dia 26 de abril o Dia do Goleiro, em homenagem ao aniversário do goleiro Manga. Mas não podemos esquecemos das nossas goleiras. Arqueiras que abrilhantam com defesas surpreendentes e inesquecíveis, mesmo com descaso na categoria feminina no país. Nossas atletas são verdadeiras heroínas.

Desde a primeira goleira da Seleção Brasileira Feminina até a vencedora da Bola de Ouro em 2013, todas percorreram um enorme trajeto até serem reconhecidas. A maioria das goleiras não costumam treinar desde as categorias de base, como é feito normalmente com o masculino.

Em entrevista ao Dibradoras, a goleira Aline Reis disse sobre o argumento de muitas assumem o papel de arqueiras já com uma idade “avançada”, e não por questões físicas da trave ser mais alta para as mulheres, e sim a falta de investimento técnico e leitura de jogo na categoria feminina.

Em 2018, o site Curioso do Futebol listou todas as goleiras atuantes desde a primeira edição da Copa do Mundo, em 1991, e Jogos Olímpicos, em 1996, até os dias atuais.

Copa do Mundo 1991

Meg e Miriam

Copa do Mundo 1995

Meg e Eliane

Jogos Olímpicos 1996

 Meg e Didi

Copa do Mundo 1999

Maravilha e Andreia Suntaque

Jogos Olímpicos 2000

Andreia Suntaque e Maravilha

Copa do Mundo 2003

Andreia Suntaque e Giselle

Jogos Olímpicos 2004

Maravilha e Andreia Suntaque

Copa do Mundo 2007

Andreia Suntaque, Bárbara e Thais

Jogos Olímpicos 2008

Andreia Suntaque e Bárbara

Copa do Mundo 2011

Andreia Suntaque, Bárbara e Thais

Jogos Olímpicos 2012

Andreia Suntaque e Bárbara

Copa do Mundo 2015

Luciana, Bárbara e Letícia

Jogos Olímpicos 2016

Bárbara e Aline

A primeira goleira da Seleção Brasileira foi Margarete Maria Pioresan, mais conhecida como Meg. Sua carreira não começou com o futebol, mas com o handebol. “Eu descobri esse esporte no curso, antes nem sabia o que era. O treinador disse: ‘Você é espevitada, magra e alta, vai para o gol’. Pronto. Comecei como goleira no handebol”, em entrevista para o site A Tarde.

Margarida Neide/Ag. Meg jogou na seleção criada em 1988

As nossas atletas com talento estão todas nesses lugares, porque aqui não há espaço. Marta saiu daqui novinha e nunca mais voltou, nem vai voltar. Agora está nos Estados Unidos. O que ela viria fazer aqui?”.

A ex-arqueira também contou na entrevista sobre inexistência de patrocínio: “Somos pioneiras, abrimos portas, o que é sempre uma luta”. Fora do Brasil, as moças têm outra sorte. Nos Estados Unidos existem ligas profissionais. Na Alemanha, elas não precisam sair do país para jogar, lá encontram patrocínio de grandes marcas”, comentou na entrevista.

Em 2013, a alemã Nadine Angerer foi a primeira goleira na história a levar a Bola de Ouro, organizada pela FIFA, como melhor atleta mundial na categoria feminina.

Divulgação/FIFA Nadine Angerer com o prêmio de melhor atleta feminina do mundo em 2013 (Foto: Divulgação/FIFA)

Uma das goleiras mais conhecidas no mundo é a americana Hope Solo. Aposentada dos gramados desde 2016, Solo se tornou a melhor goleira americana da história com mais jogos (196), mais vitórias (150), mais vitórias numa temporada (26), minutos consecutivos jogados (1.256), maior sequência de vitórias (55) e 102 jogos sem sofrer gols.

Mike Ehrmann/Getty Images Hope Solo defendendo a Seleção Americana (Foto: Mike Ehrmann/Getty Images)

Com duas Olimpíadas de 2018 e 2012 e o Mundial de 2015, a americana ficou 10 anos consecutivas como goleira titular da Seleção em seus 13 anos de carreira. Em 2017 a ex-atleta concorreu a presidência da US Soccer (Federação de Futebol dos Estados Unidos).

Guerreiras sempre serão lembradas

O Jogadelas listou nomes de diversas goleiras mundiais que precisam ser destacadas e sempre lembradas, confira:

Thaís Picarte

Maravilha

Aline Reis

Andreia Suntaque

Bárbara

Katarzyna Kiedrzynek

Tiane Endler

Sarah Bouhaddi

Ayumi Kaihori

Hedvig Lindahl

Lelê

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