Por Bárbara Clara, Drika Moura e Raffaela Carolina

(Sob coordenação de Gabriela Nolasco)

A equipe feminina do Sport Clube Recife sofreu algumas reviravoltas nos últimos meses e, mesmo após quase fechar completamente as portas, estreou no campeonato Brasileiro no dia 20 de março, com a derrota por 3 a 0 para o São Francisco da Bahia.

Depois de se comprometer a incentivar o desenvolvimento do esporte dentro do clube, o presidente Milton Bivar anunciou no dia 19 de fevereiro que a modalidade seria encerrada e que já estaria dispensando as jogadoras. O motivo não é novo: corte de gastos. De acordo com o presidente, as dívidas chegam a mais de R$ 100 milhões.

As atuais campeãs pernambucanas foram pegas de surpresa com a informação de que não disputariam mais o campeonato brasileiro de futebol feminino em 2019. Os treinos já estavam acontecendo e as expectativas de levantar mais uma taça eram altas.

Após a divulgação da desistência na disputa, o Sport foi bombardeado por críticas de quem se opunha a atitude do clube. Os questionamentos eram: Por que abrir mão de uma equipe que tem apresentado bons resultados?

Mesmo como descontentamento geral, a preocupação da diretoria foi outra. A desistência em participar do campeonato brasileiro poderia causar uma punição ao clube de dois anos de suspensão de qualquer competição coordenada pela CBF, incluindo o futebol masculino. O regulamento geral de completações diz:

“Art. 61 – Se uma equipe abandonar uma competição ficará automaticamente suspensa durante 2 (dois) anos de qualquer outra competição coordenada pela CBF. Parágrafo único – Entende-se como abandono aquele Clube que desistir de disputar uma competição após a publicação oficial da tabela e regulamento correspondente do prazo legal estipulado pelo EDT”.

Segundo a assessoria do Sport, já havia sido encaminhado um pedido de desistência para a CBF, mas não se explicou o motivo. A ideia inicial do clube seria de investir em categorias de base em campeonatos locais, porém, por falha de comunicação entre a Federação Pernambucana de Futebol (FPF) e a Confederação Brasileira de Futebol, se montou uma equipe às pressas para a competição.

O Sport acertou a parceria com o Ipojuca Atlético Clube, cedendo algumas jogadoras, e foi atrás de outras atletas para completar um elenco para disputar o campeonato. A zagueira Janaína Barros e a lateral Janaína Galhão seriam inscritas como goleiras, pelo menos no início da competição, enquanto o clube procura por novos reforços.

A falta de organização parece ter se mostrado na estreia da equipe na competição, e o clube terá que se remontar com o campeonato em andamento e administrando as dívidas nesta nova gestão da diretoria.

A situação do Estádio Ademir Cunha

A equipe feminina continua recebendo as partidas no Estádio Ademir Cunha desde o ano passado quando jogou o Campeonato Brasileiro e Campeonato Pernambucano. Além da base do Sport Recife enviar algumas partidas para o estádio.

Como divulgamos anteriormente, a partida entre Sport e Corinthians pela 4ª rodada do Brasileirão Feminino A-1, assustaram as atletas pela a situação do gramado em Pernambuco com a altura e buracos do gramado, além de má situação do vestiário. Conforme a assessoria do Clube, o estádio possui toda validação da Federação com todos os laudos técnicos aprovados.

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