Foto: Divulgação/Fluminense

Por Katherine Almendra

No último domingo (05), durante o jogo entre Grêmio e Fluminense válido pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, um caso tanto quanto lamentável foi relatado. Um vídeo que rondou as redes sociais logo após a partida mostra que, durante a comemoração de seu gol, o atacante Yony González foi vítima de insultos raciais vindos da arquibancada gaúcha.

No vídeo, é possível ouvir alguns torcedores gremistas utilizando o termo “macaco”, referindo-se ao atacante da equipe do Fluminense. Em nota, o clube de Porto Alegre manifestou seu repúdio à agressão, e prometeu apurar o ocorrido.

Não é a primeira vez que torcedores do clube são protagonistas de injurias raciais. Em 2014, Aranha, então goleiro do Santos, sofreu diversas ofensas racistas por parte da torcida do Grêmio. Em um jogo pela Copa do Brasil, câmeras flagraram claramente uma torcedora insultando o goleiro, chamando-o de macaco, e o restante do grupo emitindo sons que lembravam o animal. O caso repercutiu o país todo e alguns dos agressores foram identificados, tendo seus direitos de frequentar o estádio suspensos.

Já o clube gaúcho foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), sendo eliminado da Copa do Brasil.
Outro caso de racismo no futebol brasileiro foi o de Grafite e Desábato. Durante uma partida entre São Paulo e Quilmes, pela Libertadores de 2005, o zagueiro argentino ofendeu em campo o atacante Grafite. Desábato saiu do estádio do Morumbi algemado e só foi solto após 43 horas, tendo que pagar também uma fiança de R$ 10 mil. As ofensas do agressor foram desde “macaco”, até “negrito”.

É inadmissível que, no ano de 2019 casos como esses sejam relatados. O futebol é um esporte onde torcedores vão aos estádios para assistir o time do coração, não tendo espaço para atitudes xenofóbicas, misóginas, homofóbicas e racistas. É esperado que providências sejam tomadas e que este não seja só mais um caso que cairá no esquecimento.

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