Foto: Reprodução/Instagram

Por Layla Seabra

Cedella Marley, empresária, estilista, cantora e dançarina jamaicana. Uma mulher talentosa que construiu sua carreira voltada para o mundo da arte. Cedella foi designer dos uniformes de seu país nas Olimpíadas de 2012, com destaque para seu compatriota, Usain Bolt, o principal “modelo” dos trajes e que deu um verdadeiro show durante a competição.

A empresária é uma mulher de destaque na Jamaica por diversas razões, suas músicas, por exemplo, dão continuidade a um trabalho de herança familiar dentro do reggae, afinal, Cedella é filha de ninguém menos que Bob Marley. E é por esse motivo que dedica grande parte de sua vida na administração da Fundação Bob Marley, uma grande e importante organização jamaicana, que procura promover intervenções na educação, cultura, desenvolvimento sustentável entre outras políticas em benefício do povo jamaicano.

Tamanha responsabilidade da organização, entretanto, Cedella abriu ainda mais os braços da fundação para uma causa que gostamos muito. Ela conta que, depois da aula, seu filho caçula chegou com um folheto em mãos e mostrou para ela, era um informe sobre as Reggae Girlz, time de futebol feminino do país.

Sem patrocínios relevantes, as jogadoras nunca haviam chegado muito longe, e é aí que a empresária entrou, fazendo a diferença. Com profundo interesse na equipe e somando sua carreira já ligada ao esporte, junto de uma vontade antiga de seu pai que já havia declarado: “se eu não fosse cantor, gostaria de ser jogador de futebol”, Cedella, com a Fundação Bob Marley, passou a patrocinar as Reggae Girlz.

Com a visibilidade, chegaram mais patrocínios, os treinos tomaram mais “corpo” e a categoria começou a se solidificar. Hoje, os uniformes das jogadoras são feitos pela Umbro e elas estão, pela primeira vez na história, classificadas para a Copa do Mundo Feminina. Classificadas para a França 2019, 20 anos depois da primeira classificação histórica da seleção masculina jamaicana, também na França, as Reggae Girlz enfrentarão o Brasil pela fase de grupos no dia 9 de Junho, às 10:30 (horário de Brasília), na estreia de ambas equipes na competição.

“Decidi me envolver depois que vi que elas eram um grupo de jovens atletas talentoso, com a paixão pelo futebol. E eu acredito que todos têm o direito de lutar por seus sonhos“.

A classificação (mais para realização do sonho) veio em Outubro de 2018, no CONCACAF Feminino, numa partida contra o Panamá que, após o empate por 2×2, a disputa foi decidida nos pênaltis.

“Durante os pênaltis nós ficamos no chão. Meu pai não estaria surpreso, pois quando eu coloco meu pé, alguma coisa acontece. Ele estaria orgulhoso de mim”, ​disse à BBC.

Agora, com a estabilidade e perspectiva positiva para a equipe, o povo jamaicano assistirá mais uma grande história ser feita pelas cores de sua bandeira. Além disso, Bob Marley pode não ter se tornado jogador, mas, graças à sua primogênita, agora é um grande nome no futebol.

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