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Por Carol Marçal e Gabriela Nolasco

Neste sábado (18), será disputada a final da competição em Budapeste, capital da Hungria, às 13h – horário de Brasília. Lyon e Barcelona disputarão um grandioso jogo que será transmitido, aqui no Brasil, pela ESPN. Além das equipes, teremos também a arbitragem feminina, liderada pela russa Anastasia Pustovoitova, que antes de se tornar árbitra defendia a seleção de seu país de origem.

Antes de chegar à final, os dois times tiveram disputas duríssimas desde a fase de grupos até a semifinal, com o Barcelona eliminando o Bayern de Munique e o Lyon despachando o Chelsea.

A Champions League é um dos eventos futebolísticos mais assistidos do mundo e a modalidade masculina faz sucesso anos e anos a fio. Porém, essa temporada 2018/2019 superou as expectativas e trouxe à tona o sucesso do futebol feminino europeu.

Disputado desde 2001, a Champions League Feminina nunca teve tanta visibilidade para o mundo. Na verdade, o futebol feminino tem se mostrado mais e isso tem sido essencial para as atletas. Quebra de recordo de público, equipes sendo formadas, transmissão mútua de grandes emissoras. Todos esses fatores contribuem para o crescimento e investimento nas mulheres do futebol.

Um jogo cheio de novidades

Muitas contemporaneidades irão enriquecer o espetáculo feminino. Com a média de idade girando em torno dos 25 anos de ambas as equipes, muitas meninas disputarão pela primeira vez uma final de Champions, principalmente do lado catalão, já que é a primeira vez que um time espanhol chega à uma decisão.

O Lyon está mais acostumado com o clima, uma vez que o time vai atrás do sexto título da competição (é o maior ganhador da história). Ou seja, mesmo que para algumas seja a primeira final, a equipe francesa já está bem acostumada, o que diminui – um pouco – o peso e a tensão.

Além disso, a equipe do Barcelona estreará seu novo uniforme, feito especialmente para a decisão.

Representante Brasileira

Brasil e futebol são quase sinônimos de tão próximas que essas palavras são usadas em alguma frase. E não poderia ser diferente no futebol feminino. Nessa final de Champions, temos uma única jogadora brasileira: Andressa Alves, que estará defendendo as cores do Barcelona. Se for campeã, a atacante terá dois motivos para comemorar, já que foi convocada essa semana pelo técnico Vadão para disputar a Copa do Mundo na França pela Seleção Brasileira.

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Todos esses eventos e muitos outros que vem acontecendo nos últimos anos/meses serviram para fortalecer e engrandecer o futebol para as mulheres. Tirar da cabeça de certas pessoas que o esporte existe única e exclusivamente para homens. Mostrar que também somos capazes de apresentar um futebol bonito e, principalmente, com grandes públicos. Somos capazes de muitas coisas e vamos muito além ainda. Aguardem!

Final em Budapeste

No Estádio Ferencváros, em Budapeste, na Hungria é o lugar da grande final. Para se ter uma noção, o incentivo da categoria na Europa é de enorme proporção. Os valores da final da competição custam em média R$14.

O valor do ingresso mais “caro” é de apenas €3,13 euros, cotado em reais por R$13,50. Menores de 16 anos pagam meia-entrada, custando €2,20 euros, em reais seria R$9,50.

Para ficar atrás do gol, a entrada custará €2,20 euros para adultos e €1,55 para menores de 16 anos. Deficientes terão entrada gratuita.

É a primeira vez que a final da competição será disputada numa cidade diferente da final masculina. A expectativa é de receber cerca de 22 mil pessoas na final do confronto.

A classificação é decidida através das posições dos clubes nos respectivos países, através de um sistema de cotas. Os países com os campeonatos mais fortes têm mais vagas na competição. O atual vencedor da Liga dos Campeões tem acesso direto à segunda fase.

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