Por Gabriela Nolasco

Em inúmeras atletas de 24 países, algumas foram selecionadas para contar um pouco sobre suas trajetórias até França 2019. A Copa do Mundo Feminina mais especial para na história da categoria, conta com destaques de seleções estreantes e veteranas de Mundiais. Zagueiras, atacantes e meias-campistas estão na lista.

Confira os destaques escolhidos para essa Copa do Mundo Feminina da França 2019:

Lieke Martens

A craque Lieke Martens está em sua segunda Copa do Mundo pela Holanda. Aos 26 anos, holandesa atua como meia-atacante ou ponta-esquerda. Lieke jogou pela primeira vez com a camisa da Seleção Holandesa na Euro 2013, na Suécia. Parceira de equipe da Andressa Alves, Martens é titular absoluta do meio de campo do Barcelona.  

Na edição passada do Mundial, a meia campista marcou o primeiro gol da Holanda na Copa do Mundo, no Canadá. A equipe holandesa não chegou muito longe, aliás, se classificou em segundo lugar no grupo A com Nova Zelândia, China e Canadá. Com uma vitória, um empate e uma derrota, foram eliminadas nas oitavas de final pelo Japão por 2 a 1. A Lieke marcou 1 gol em 4 jogos na Copa, e pela Seleção participou de 43 partidas, anotando 18 gols. 

Martens fez uma temporada boa com o Barcelona, chegando na primeira vez história do clube em uma final de Champions League Feminina neste ano, marcando 2 gols em 6 jogos. Já na Liga Espanhola anotou 11 gols de 23 partidas e deixou 7 assistências.  

Em 2007, foi a Bola de Ouro da FIFA e também recebeu o prêmio de melhor jogadora da Europa pela UEFA e da Eurocopa de 2017, que a Holanda levou o título em cima da Dinamarca por 4 a 2. 

Dzsenifer Marozsán

A meia campista é um dos grandes destaques da Seleção Alemã. Apesar de defender a Alemanha, a atacante nasceu na Hungria, em Budapeste, mas se naturalizou alemã para jogar na seleção. Com 27 anos e segunda Copa do Mundo na carreira, a camisa 10 é tri campeã com a potência do Lyon, campeã dos Jogos Olímpicos no Rio 2016 e acabou marcando o gol decisivo na final levando o primeiro título de medalha de ouro olímpica para a Alemanha. 

Na Copa do Mundo no Canadá, a Marozsán marcou 2 gols em 5 jogos. Apesar de ser meia, Dzsenifer jogou como ponta esquerda durante toda Copa do Mundo, e sua perna para chute é à direita. Pela Seleção, já são mais de 46 jogos, anotando 18 gols.

Foi vencedora do prêmio de Melhor Jogadora do Ano na Alemanha nos anos de 2017 e 2018. Ficou também na segunda colocação no prêmio FIFA The Best de 2018 e em terceiro lugar no prêmio “Bola de Ouro” da revista France Football 2018. 

Janine van Wyk

A África do Sul é uma das seleções estreantes em Copas do Mundo nesta edição. Aos 32 anos, a veterana Janine van Wyk é um dos principais destaques da equipe sul-africana. A zagueira e capitã atua no time JVW Football Club, em que ajudou a fundar a equipe JVW FC e do JVW Girls Football Development, desenvolvimento de futebol para garotas, após ser dispensada pelo Houston Dash.

Janine foi forçada a jogar em um time de garotos, quando começou com um clube local chamado Scaw Metals, em Germiston, a leste de Joanesburgo. Com 14 anos de Seleção na carreia, Janine disse em uma entrevista para a BBC Sports o público soube reconhecer quem eram as jogadoras da Seleção após a classificação para o Mundial. “É um sinal de quanto o jogo cresceu e se desenvolveu em nosso país. Agora, quando eu ando em um shopping, cada pessoa quer tirar uma selfie e ter meu autógrafo”, disse.

Sua estreia pela África do Sul foi em 2005 contra a Nigéria no Campeonato Africano. Van Wyk marcou um belo chute livre quando o Banyana e registrou a primeira vitória sobre a Nigéria desde que a seleção feminina foi formada em 1993. Pela Seleção Sul-africana, a capitã possui 159 jogos com 11 gols e é a atleta com maior numero de participações pela Seleção da África do Sul. 

Sole Jaimes

A equipe argentina está em desenvolvimento da categoria feminina no país. Em sua segunda participação de Copa do Mundo, a atacante Sole Jaimes é uma das destaques da Seleção. Com 29 anos, iniciou sua trajetória no futebol em um teste para o River, seu time de coração. Porém, acabou ganhando uma chance para o rival, Boca Juniors.

Após reivindicações de condições precárias do futebol feminino em seu país, trocou o tango argentino pelo calor brasileiro. No Brasil, jogou no Foz Cataratas, São Paulo -após o encerramento do clube feminino, recebeu 5 propostas- e desenvolveu seu futebol no Santos. Venceu o Campeonato Brasileiro de 2017 sendo a artilheira da competição com 18 gols em 19 jogos.

Aos 30 anos, a atacante defende a equipe francesa do Lyon e chegou levantando o caneco da Champions League e Campeonato Francês Feminino neste ano. Em sua primeira Copa do Mundo, Jaimes começou da Seleção Argentina pela Copa América Feminina de 2014, disputou o Pan-Americano de 2015 e Copa América de 2018. Em números são 10 partidas com 5 gols marcados.

Mana Iwabuchi

Em sua terceira participação do Mundial Feminino, Mana é destaque do futebol asiático. Aos 26 anos, já jogou em dois grandes clubes alemães: Hoffenheim, durante os anos de 2012 à 2014 e Bayern de Munique pelas temporadas de 2014 à 2017, e marcou dois títulos de Bundesliga para seu currículo. Atualmente a atleta defende o time japonês INAC Kobe Leonessa e é camisa 10. 

Na Seleção Japonesa estreou na Copa do Mundo de 2011 sendo campeã. A atacante se juntou à equipe do Japão para o Campeonato Asiático, em 2010, contra a equipe da China. Ela marcou seu primeiro gol contra a seleção do Taipei na mesma competição. Já esteve nos Jogos Olímpicos de 2012 e a Copa do Mundo de 2015. O Japão conquistou o 2º lugar em ambas competições. Em 2018, na Copa Asiática de 2018 , ela jogou em tempo integral em todos os jogos e marcou 2 gols. O Japão ganhou o campeonato e ela foi eleita MVP.

Pela Seleção Japonesa, Iwabuchi tem 61 jogos, anotando 20 gols. Além de rápida, Mana tem muita habilidade e tem de tudo para dar muito trabalho para as seleções que vão encará-la. 

Nikita Parris  

Em sua primeira participação de Copa do Mundo Feminina, a atacante de 25 anos vem com a equipe inglesa para ser uma das favoritas ao título mundial. Parris é formada em Desenvolvimento Esportivo pela Universidade Liverpool John Moores. Sua primeira equipe foi o Everton nas categorias de base. A atleta subiu para a equipe principal em 2011. Durante a temporada de 2014, marcou 11 gols em 19 jogos, mas Everton passou sem vitórias na liga e foram relegados para FA WSL 2 (segunda divisão). 

Em 2015, a jogadora se juntou ao Manchester City em um empréstimo de uma temporada em janeiro de 2015. No City a atacante fez 127 partidas e marcou 62 gols, conquistando dois Campeonatos Ingleses em 2017 e 2019, duas Taças da Liga Continental e chegou ao final duas vezes na Champions League. No dia 11 de maio de 2019, Parris anunciou que deixaria o City no final da temporada e assinou contrato com a potência do futebol francês, o Lyon. 

Parris fez sua estreia na seleção da Inglaterra para durante a Eurocopa de 2017, no dia 4 de junho, contra a Sérvia, saindo do banco e fazendo 1 assistência enquanto a Inglaterra venceu por 7 a 0. Três dias depois, Parris saiu do banco contra a Sérvia novamente, desta vez marcando duas vezes quando a Inglaterra repetiu o placar de 7 a 0. Em 2019, Nikita marcou contra o Estados Unidos na final da She Believes Cup para ajudar a garantir a Inglaterra ganhando o torneio. Na Seleção inglesa são 14 jogos oficiais, marcando 6 gols. 

Lindsey Horan  

Estreante de Copa do Mundo, Lindsay é um dos destaques da nova geração da seleção dos Estados Unidos no setor do meio de campo americano. Apesar de ter frequentado a High School, não jogou futebol na escola. Em vez disso, Horan jogou futebol de salão com o Colorado Rush. Em 2012, foi nomeada a melhor candidata à bolsa de estudos para faculdade pela ESPN. Apesar de ter uma bolsa para jogar na Carolina do Norte, a atleta americana desistiu da faculdade e assinou com o clube francês Paris Saint-Germain. 

De 2012 até 2016 foi sua estadia em Paris. No dia 14 de janeiro de 2016, o PSG anunciou a rescisão de contrato para que ela pudesse retornasse aos Estados Unidos. Seu último jogo foi em uma vitória por 5 a 0 sobre o FCF Juvisy. Horan marcou o gol de abertura do jogo. A meio-campista marcou 46 gols em 58 partidas pelo PSG. 

Parceira de equipe com a brasileira Andressinha, Lindsey atualmente está no Portland Thorns FC. Foi campeã do Campeonato Americano em 2017 e eleita a MVP da temporada. 

Sua estreia pela Seleção Americana foi contra Trinidad e Tobago em dezembro de 2015. Já venceu a SheBelieves Cup dos anos de 2016 e 2018, Torneio das Nações em 2018 e o Campeonato Mundial Feminino da CONCACAF de 2018 e esteve nas Olimpíadas do Rio em 2016. Atualmente são 19 partidas com a camisa da Seleção e 1 gol marcado. 

Christine Sinclair

A canadense Christine Sinclair, de 35 anos, é um dos grandes nomes dessa copa. Desde 2000 jogando pelo Canadá, é a maior jogadora da história da seleção beirando os 184 gols pela seleção.

Foi indicada sete vezes ao prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA. Atualmente joga pelo time Portland Thorns, dos EUA. Sinclair começou a sua história no futebol muito cedo. Estreou na seleção principal, aos 16 anos, na Taça do Algarve de 2000.

Em sua história, Sinclair competiu em três Jogos Olímpicos, vencendo bronzes consecutivos em Londres 2012 e Rio 2016. Em Londres 2012, ela foi a artilheira do torneio com seis dos 12 gols do Canadá. Marcou três gols no Rio 2016, incluindo o que acabou sendo o gol da vitória por 2×1 sobre o Brasil na disputa pela medalha de bronze, na Arena Corinthians.

A sua estreia na Copa do Mundo Feminina da FIFA foi em 2003, marcando três gols e ajudando o Canadá a chegar ao jogo da medalha de bronze. O ano de 2019 marca a sua quarta copa.

Em 2011, ela mostrou sua determinação em competir depois de quebrar o nariz no jogo de abertura do Canadá, forçando-a a usar uma máscara para o resto do torneio.

Sinclair foi nomeada como Melhor Jogador do Ano pela Canada Soccer de 2004 a 2014 e novamente em 2016 e 2018. A capitã da seleção afirmou em uma de suas entrevistas que tem como objetivo final em sua carreira, contribuir um pouco mais com o futebol feminino.

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