Foto: VALERY HACHE/AFP

Por Drika Moura

A Suécia bateu a Inglaterra neste sábado (06), em Nice, e ficou com o terceiro lugar da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Após abrir dois gols de vantagem e ver a Inglaterra diminuir, as suecas seguraram o 2 a 1 até o fim do jogo e comemoraram bastante a conquista.

A Suécia já tinha 2 bronzes em sua história, em 1991 e 2011, além de um segundo lugar em 2003. Já a Inglaterra havia conquistado o feito na edição passada, em 2015, quando venceu da Alemanha. Desta vez as duas se enfrentavam para brigar mais uma vez pelo terceiro lugar da copa do mundo, no que se esperava ser um jogo equilibrado.

O jogo

As duas equipes entraram no 4-3-3 e se esperava um jogo bem ofensivo e movimentado, o que aconteceu no primeiro tempo. As suecas partiram pra cima logo no começo do jogo e pressionavam bastante a Inglaterra, que cometia muitos erros.

Asllani, que saiu imobilizada no último jogo e era dúvida para esta partida, começou jogando, e após um corte errado da defesa inglesa, acertou um chute forte no canto da goleira Telford e marcou o primeiro aos 10 minutos de jogo.

A Suécia continuava no ataque e ia em busca do segundo gol. Aos 21 minutos, Jakobsson fez boa jogada com Blackstenius na direita, invadiu a área e bateu colocado: um golaço!

Depois de domínio total da Suécia e os dois gols, a Inglaterra acordou e foi pra cima. Kirby, aos 30 minutos, depois de bela jogada individual, acerta um chute no canto da goleira Lindahl e diminui para as inglesas. Dois minutos depois, a atacante White usa bem o corpo, faz o giro e acerta o gol. Porém, depois de revisar o VAR, a arbitragem marca um toque de mão e anula o gol inglês. Balde de água fria na reação da Inglaterra, que sente o golpe.

A Suécia já começava a se recuar e a Inglaterra crescia no jogo, mas o primeiro tempo acaba com vantagem para as suecas.

No segundo tempo a Suécia se recuou um pouco mais e esperou as inglesas no seu campo de defesa, apostando nos espaços que o sistema defensivo da Inglaterra deixava para armar o contra-ataque. Do lado inglês também não surgiram grandes oportunidades de gol, ao não ser um chute de Bronze aos 89 minutos, que a zagueira Fischer tirou de cabeça quase em cima da linha. White, a artilheira da equipe inglesa, mostrava no rosto a frustação quando não conseguia concluir uma jogada com perigo.

Chegando ao final do jogo as duas equipes mostravam um evidente cansaço, principalmente a Suécia, que veio de uma prorrogação na semifinal contra a Holanda e faltava perna para avançar. Elas recuavam mais ainda e atacavam cada vez menos, tendo uma boa chance de ampliar só nos acréscimos do segundo tempo, quando Zigiotti avançou no contra-ataque e chutou fraco na goleira Telford, com a Blackstenius livre na pequena área esperando o toque.

A camisa 10 da Suécia, Jakobsson, ainda levou o prêmio de melhor da partida com justiça. Além de anotar o segundo gol, ela mostrou boa movimentação e armava as melhores jogadas do time durante o jogo. E, diferente de boa parte da sua equipe que perdeu o gás no fim do jogo, correu até o final e liderou sua seleção em todo o segundo tempo quando Asllani teve que ser substituída.

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